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Diabetes tipo 1: tudo o que precisa de saber

A diabetes tipo 1 é uma doença crónica de natureza autoimune. Descubra tudo sobre este tipo de diabetes, da prevalência à origem, sintomas e tratamento.

A diabetes tipo 1 é uma doença crónica autoimune. Isto é,  o próprio organismo ataca as células que produzem insulina no pâncreas, deixando de produzir esta hormona. Para que o açúcar, as gorduras e as proteínas possam ser utilizados como fonte de energia é precisa a insulina. Sem esta hormona, a consequência é a hiperglicemia, ou níveis elevados de açúcar no sangue.

 

Embora a diabetes tipo 1 possa manifestar-se em pessoas de qualquer idade, é nas crianças e jovens que o desenvolvimento da doença é mais frequente. Por isso, este tipo de diabetes é também muitas vezes chamado diabetes infantil ou juvenil. Neste tipo de diabetes é então necessário compensar a falta de produção de insulina, sendo iniciado o tratamento com a hormona desde o diagnóstico.

Prevalência da diabetes tipo 1

Em primeiro lugar, saiba que a diabetes tipo 1 é uma das doenças crónicas mais prevalentes em idade escolar. Em 2015, 3 327 crianças e jovens até aos 19 anos tinham diabetes, o que corresponde a 0,16% da população portuguesa. Por outro lado, a taxa de aparecimento de novos casos é maior entre os 12-14 anos, em qualquer um dos sexos.

 

Sabe-se que a prevalência de diabetes tipo 1 a nível global tem vindo a aumentar. Segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS), este aumento é na ordem dos 3-4% por ano e acontece sobretudo nas crianças mais jovens. Infelizmente, não conhecemos totalmente as razões para este aumento. Aabe-se apenas que há uma predisposição genética para o desenvolvimento da diabetes tipo 1, que há fatores ambientais que parecem desencadeá-la e que o leite materno parece exercer um fator protetor.

Como a doença se desenvolve

O aparecimento de anticorpos que atacam as células beta do pâncreas (onde se produz a insulina) é responsável por 70-90% dos casos de diabetes tipo 1, segundo a DGS. O que leva à reação do organismo contra as próprias células pancreáticas é ainda um mistério por resolver. Além dos casos em que se identifica a reação autoimune, há ainda um pequeno número de pessoas com diabetes tipo 1 que não apresenta anticorpos. E, nestes, também ainda se desconhece a causa.

 

Infelizmente, não parece haver nada que se possa fazer para evitar o aparecimento deste tipo de diabetes que, ao contrário da diabetes tipo 2, não está relacionado com hábitos de vida pouco saudáveis.

Os sintomas da diabetes tipo 1

O aparecimento dos sintomas é súbito, com manifestações muito claras, como as seguintes:

  • Urinar muito;
  • Muita sede e fome;
  • Perda de peso rápido;
  • Sensação de fadiga e dores musculares;
  • Dores de cabeça, náuseas e vómitos.

Qual a estratégia de tratamento?

O tratamento mais adequado, bem como as medidas complementares são as recomendadas pelo médico especialista. Tal como noutros tipos de diabetes, o principal objetivo é manter os níveis de açúcar no sangue dentro dos parâmetros. No entanto, a diabetes tipo 1 determina desde o diagnóstico a insulinodependência. É necessária a administração de insulina para compensar o facto de o organismo ter deixado de a produzir.

 

Na diabetes tipo 1, a autovigilância da glicemia é fundamental para uma boa gestão do tratamento. Assim sendo, é  essencial ensinar a criança ou jovem desde cedo sobre a sua condição, num espírito de autonomia, apoio e abertura para o diálogo.

 

Este tipo de diabetes tem relação com o estilo de vida, mas uma alimentação equilibrada é importante. O principal objetivo nutricional para as crianças e jovens com a doença é, assim, garantir que crescem saudáveis e desfrutam do dia a dia. Poderá, ainda, ser importante o acompanhamento profissional que avalia as necessidades nutricionais caso a caso. No entanto, toda a sensibilização é crucial. Por isso, devendo-se aprender a ler os rótulos dos alimentos e a fazer a contagem dos hidratos de carbono desde cedo.

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Diabetes tipo 1: tudo o que precisa de saber

A pessoa que vive com diabetes tipo 1 deve ainda praticar exercício físico, com o devido cuidado. Ou seja, é preciso analisar situações em que o exercício físico não se aconselha como, por exemplo:

 

  • glicemia baixa grave nas últimas 24 horas
  • ausência do kit de correção de glicemia baixa
  • níveis de glicemia estão demasiado baixos

 

De acordo com a DGS, «uma vez que a maior parte do exercício físico na escola é do tipo aeróbio ou intermitente, idealmente, o valor da glicemia prévia deve estar entre os 126 e 180 mg/dL».

 

Por fim, junte-se à comunidade Diabetes 365º!

Referências
  • Associação Protetora dos Diabétidos de Portugal (APDP)

  • Direção-Geral de Saúde (DGS)

  • World Health Organization (WHO)

  • WebMD

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